Exposição de esculturas na Ftec Bento


Cartaz exposição de esculturas BentoDe 22 a 26 de maio, a Ftec Faculdades de Bento Gonçalves sedia, no 2º andar da Unidade 1, a exposição de arte Faces da Floresta, do Escultor Vagner Perondi, que é natural de Bento Gonçalves e desenvolve trabalhos com escultura há aproximadamente 10 anos.

Os materiais utilizados pelo escultor variam desde gesso, cerâmica, madeira e diferentes tipos de pedras. Destacam-se as faces em nó de pinho (Araucária) que compõem a coleção intitulada “Faces da Floresta”, produzida desde 2011.

Todas as peças da exposição são comercializáveis e demais itens podem ser solicitados sob encomenda.

 

Sobre a exposição:

FACES DA FLORESTA

As faces que compõem a obra de Vagner Perondi, esculpidas cuidadosamente em nó de pinho, aparecem como testemunho silencioso da devastação florestal.

Curiosamente o nó só consegue ser obtido após a morte completa do pinheiro, situado entre o tronco e o galho, é ele, com sua forma de cunha e alto grau de dureza que garante sustentação a galhada imponente e sua majestosa envergadura.

Em um trabalho dedicado o artista vem recolhendo exemplares de nó de pinho que encontra rolados no fundo de vales íngremes recobertos por mata nativa ou mesmo junto a estabelecimentos que os comercializam no inverno, resgatando alguns raros exemplares da destruição completa pelo fogo.

As faces que emergem quase naturalmente do nó são enigmáticas, agonizantes, como almas fantasmagóricas que se quedam silentes diante de um inerente destino. Figuras atônitas, espantadas, cujo nascimento é resultado irônico do findar de uma vida.

Juliana Soares

 

“A relação entre o universo cultural e o natural encontra-se em permanente batalha nas obras de Vagner Perondi. Em suas esculturas há uma disputa entre a potência imanente da matéria (que nas obras parece possuir vontade, mas não livre-arbítrio) e a força da mente criadora do artista (que informa a matéria como quer e pode).

As obras parecem incompletas. A matéria-prima (madeira, granito, basalto) insurge-se contra o desejo violador do artista. A madeira quer esculpir a si própria (ou não se quer deixar esculpir); a pedra se anima e atira-se contra o autor, o usurpador-estuprador da matéria. Perondi desperta atenção à carne da pedra, às entranhas da madeira. Antropocêntrico em conflito com sua condição imutável, Perondi faz a natureza falar aos homens da única forma que podem ouvi-la: através de outro homem. Um artista”.

Juliano Dupont

 

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Ana Paula Boelter
Jornalista |Mtb 14263
Assessoria de Comunicação
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